REPORTAGEM: ROBERTA SOARES
FOTOGRAFIA: BRENDA ALCÂNTARA

As cidades estão entrando em colapso. Refletem o resultado da mobilidade urbana convencional, um mal incorporado à sociedade e de difícil enfrentamento. Apesar dos danos, seguimos privilegiando o automóvel, menosprezando o transporte coletivo e a micromobilidade. Mas o momento de inverter essa lógica é agora. Criar uma nova rotação para as cidades, para as pessoas e, com a ajuda da tecnologia, permitir diferentes formas de deslocamento. Há uma parcela da sociedade que quer essa mudança, que anseia por uma nova rotação nas cidades.

O desapego ao automóvel já começou e as novas gerações têm mudado os valores da propriedade. Possuir não é mais um desejo. Busca-se o uso, o compartilhamento. A mobilidade está sendo vista como um serviço. Ela chega, em várias formas e opções, ao passageiro. E é preciso estar atento a essas pessoas. Até porque o preço que as cidades têm pago pelo apego à mobilidade urbana convencional é alto.

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