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As torcidas organizadas são apenas uma das muitas cabeças de uma criatura abominável que deixa o esporte cada vez mais perigoso. No emaranhado de interesses, estão dirigentes, Federação, empresas de ônibus e tantos outros. Morar perto dos estádios também virou pesadelo.

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Torcidas organizadas

As uniformizadas Fanáutico, Inferno Coral e Jovem do Sport são as maiores responsáveis pela violência relacionada ao futebol no Estado. Todas funcionam também como empresas e comercializam seus próprios produtos, que vão desde camisas até garrafas térmicas. Estima-se que o faturamento mensal das três juntas chegue a R$ 250 mil. Muitos dos seus componentes são menores de idade. Seus diretores já afirmaram terem perdido o controle sobre o tamanho das torcidas.

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Clubes

Os atuais presidentes dos três grandes clubes do Estado receberam apoio das suas principais organizadas nas eleições. Em contrapartida, ajudam as uniformizadas com viagens para jogos fora do Estado e distribuição de ingressos (o que é negado pelos cartolas). “Os dirigentes usam as torcidas para fazer proselitismo eleitoral”, acusa o promotor do MPPE, Ricardo Coelho.

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Federação

Acusada de ter sido uma das principais culpadas pelo atentado contra o estudante Lucas Lyra ao marcar o início do jogo do Náutico com apenas uma hora de intervalo para o término da partida do Sport pela Copa do Nordeste, o que possibilitou o encontro da Torcida Jovem com a Fanáutico. Segundo o MPPE, alegou “perda de receita” para não acatar a decisão de barrar as uniformizadas no ano passado.

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Justiça

Falta uma legislação específica para punir com mais rigor os crimes cometidos pelos vândalos em praças esportivas. Assim, o Juizado do Torcedor só pode punir os chamados crimes de menor potencial ofensivo. E dentro de um raio de cinco quilômetros. “Estamos tratando de um câncer usando mertiolate”, disse em 2010, o juiz e coordenador dos Juizados Especiais de Pernambuco, Aílton Alfredo. A realidade se mantém até hoje.

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Polícia

Não vem conseguindo coibir os atos de violência cometidos pelas torcidas organizadas fora dos estádios, apesar dos principais pontos de conflitos já serem conhecido por todos: Avenida Agamenon Magalhães, Praça do Derby, Largo da Encruzilhada, Avenida Conde da Boa Vista, além dos terminais de ônibus. “Eles nunca foram tão agressivos e violentos como são agora”, reconheceu o coronel Paulo Cabral, diretor integrado de policiamento da PMPE.

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Governo e MPPE

Se mostraram omissos na tentativa de solucionar o problema da violência das torcidas organizadas nas últimos anos. Tanto que o primeiro morte associada ao futebol aconteceu em 2001, quando o torcedor rubro-negro Daniel Ramos da Silva, foi assassinado com dois tiros no túnel Chico Science, próximo à Ilha do Retiro, após confronto entre integrantes da Torcida Jovem e da Fanáutico. Não houve freio de arrumação desde então.

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Empresas de ônibus

Na tentativa de evitarem a depredação de seus veículos e protegerem funcionários, a maiores empresas de ônibus recorrem a seguranças particulares não legalizados para fazer as escoltas dos coletivos em dias de futebol. Apesar de garantirem que eles não trabalham portando armas de fogo, as empresas podem estar incorrendo no crime de formação de milícia (artigo 288 do Código Penal).

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Burocracia

Para acabar uma torcida organizada é preciso a sua dissolução como pessoa jurídica e também realizar o bloqueio dos seus bens. Esse processo não é fácil. Em São Paulo, por exemplo, o processo de extinção da Mancha Verde (Palmeiras) e Independente (São Paulo) demorou mais de um ano – entre a expedição da liminar e o banimento definitivo. Fora isso, logo depois, as torcidas se refundaram, como Mancha Alviverde e Tricolor Independente.