Vida nova após a aposentadoria

O impacto da quarta revolução industrial não é o único motivo de preocupação com o futuro do trabalho. O envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida colocam em discussão a necessidade de criar oportunidades para os aposentados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, entre 1940 e 2016, a expectativa de vida dos brasileiros ao nascer aumentou em mais de 30 anos, chegando aos atuais 75,8 anos.

“Levando essa longevidade em consideração, uma pessoa que se aposenta com idade entre 60 e 65 anos vai fazer o que em mais uma ou duas décadas de vida? Para quem se aposenta, os seis primeiros meses podem parecer um alívio. As pessoas aproveitam para viajar, descansar, passear e ficar com os netos. Mas depois a vida vai ficando sem propósito”, diz a diretora de operações da Lee Hecht Harrison (LHH), Mariangela Schoenacker (foto acima).

A consultoria realiza um programa intitulado Vida na Maturidade para empresas que discutem a vida pós-carreira profissional com seus funcionários. “A gente brinca dizendo que a vida não se aposenta. Não dá mais pra dizer que o aposentado pendura a chuteira e se transforma naquele velhinho de pijama sentado no sofá. Os idosos de hoje são pessoas com vitalidade e energia, que cuidam do corpo e da saúde. O novo mundo do trabalho precisa estar preparado para receber essas pessoas, ao mesmo tempo em que é necessário planejar a pós-aposentadoria, pensando no que gostaria e poderia fazer”, orienta Mariangela. A especialista diz que existem aplicativos, como o aturiJobs, que ajuda a recolocar idosos no mercado de trabalho. “Nossa identidade profissional é muito vinculada à nossa identidade pessoal. Por isso, muitas pessoas, quando se aposentam, entram em processo de depressão, começam a brigar com a família, porque ficam com um universo de vida muito restrito”, reforça.

OPORTUNIDADE

Outro componente provocado pelo envelhecimento da população brasileira no mercado de trabalho é
a valorização do trabalho de cuidador.

Em 2000, os idosos representavam 5,61% da população do País. Hoje, eles já representam 8,77% das
pessoas. E a projeção para 2030 é quase dobrar este índice, alcançando 13,14%.

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Expediente

08 de maio de 2018

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