Habilidades humanas para inspirar

Thiago Mota costuma brincar que trabalha em sistema
de world office para explicar que seu escritório
é o mundo. Nos últimos dois anos, viajou por
80 cidades no Brasil e no exterior para aprender e ensinar
sobre o futuro do trabalho. Batizada de Novo Expediente
– Escola de Gente Grande, a empresa criada por
ele ensina que esse novo trabalho precisa estar conectado
com propósito e significado. Ele e outros especialistas
ouvidos pelo JC defendem que, no meio da frenética revolução
digital, as habilidades humanas é que vão nos
diferenciar.

IMPACT HUB Lógica dos coworkings funciona bem em cidades cada vez com mais gente e com problemas de mobilidade

“Com tantas mudanças, as empresas e as pessoas estão
precisando se reinventar. O modelo autoritário e hierarquizado
não cabe mais. Perder o controle pode significar
empoderar, gerar autonomia, criar responsabilidade.
As companhias começaram a entender que é preciso liderar
por inspiração, com alinhamento de propósito. Isso
porque hoje as pessoas não vestem a camisa da empresa
só pelo salário, mas porque encontram significado no
que estão fazendo”, reforça Mota. Ele lembra que antes
as pessoas faziam carreira e passavam 20 anos numa empresa
para ser feliz depois. “Hoje a satisfação no trabalho
está ligada à satisfação de vida”, diz.

As mudanças também estão interferindo nas relações
e nos ambientes de trabalho. “Num mundo com mais de
7 bilhões de pessoas e cidades com trânsito engarrafado,
é mesmo necessário estar fisicamente na empresa?”,
questiona Mota, comentando a experiência de sucesso
dos coworking. A Novo Expediente, por exemplo, não
tem sede fixa nem quadro de funcionários. Mota brinca
que segue o modelo de contratação de Hollywood, com
equipe on demand para cada projeto.

COMPETÊNCIAS

A mudança de mentalidade no mercado de trabalho
também vai exigir que as pessoas incorporem novas competências.
Os especialistas em RH usam a expressão da
moda soft skills para explicar que as habilidades comportamentais
estão em alta.

Diretora da Right Management – empresa do ManpowerGroup
–, Wilma Dal Col cita pelo menos cinco delas.
“A empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro)
é sempre apontada, mas ela precisa vir junto com inteligência
emocional para entender a história de vida e os
valores do outro. A flexibilidade cognitiva é outra competência
valorizada. É a capacidade que temos de romper
paradigmas e quebrar padrões para abrir a cabeça e fazer
coisas novas. A terceira competência seria a capacidade
de inovar, de fazer diferente, enquanto a quarta seria
a habilidade de se relacionar, de se conectar com as outras
pessoas. Além dessas, tem uma quinta que estamos
chamando de inconformismo produtivo. Tem a ver com
estar aberto para questionar e ser questionado, de não
aceitar estar trabalhando em alguma coisa que você não
acredite”, provoca Wilma.

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Expediente

08 de maio de 2018

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