CAROL LEVY

por Robson Gomes rgomes@jc.com.br
Era uma vez, uma cantora....Não. Era uma vez, uma contadora de histórias... Hum, quase. Agora vai. Era uma vez, uma menina que ouvia muita música quando era pequena através de sua mãe. Aos sete anos de idade, entrou no coral da escola e lá ficou até completar os estudos. Essa garota cresceu, tornou-se mulher, tentou ser vendedora, mas descobriu que a paixão pela música era maior e ainda: que adorava contar histórias. E assim, as crianças conheceram pelo YouTube, depois na TV e nos palcos, o seu nome: Carol Levy.

Com 35 anos de idade, Carol tem agradado ao público infantil com sua simpatia e talento para cantar, contar e encantar. Ao perguntar quem foi a sua grande inspiração, ela nem deixou a palavra “inspiração” terminar: “Bia Bedran. Porque pra mim ela é uma artista completa. É uma contadora incrível, de uma sensibilidade absurda. Ela tem ritmo, e também envolve a música com a história. Sou muito fã dela, eu acho ela incrível, maravilhosa”, respondeu.

A mamãe do Bento, de 3 anos, e de Olívia, que ainda está na sua barriga, teve a coincidência (ou seria destino?) de nascer em outubro, mês das crianças. E não consegue separar a música da contação de histórias em seus espetáculos. “A música não está ligada à contação no meu trabalho apenas porque acho que funciona melhor. É porque é algo muito intenso na minha vida. Na vida do meu marido também, que é meu parceiro em todos os projetos. Eu já recebi convites só para contar história, mas não quis, porque o meu trabalho é com música e eu não consigo dissociar”, explica Carol.

Essa paixão deu a Carol Levy uma legião de fãs em Pernambuco e no Brasil inteiro através de suas histórias, que começou a contar num canal no YouTube. Mas é no palco onde ela se diverte mais: “Porque é tudo de bom. É um parque! É ao vivo, e eu sinto a energia deles na hora. O retorno na hora. Eu brinco. É real aquilo ali”, derrete-se a artista, que não pode fazer um show sem cantar sucessos autorais como Ventilador de Teto e Pangaré.

As histórias que Carol retira de seu Saco Mágico nascem de um processo um pouco mais demorado. Ela pesquisa em livros de tradição oral, de domínio público. Adapta, deixando a história mais interessante. Estuda a sua versão, para depois contar para as crianças e envolvê-las no seu mundo encantado, divertido e criativo. Em 2010, antes de ir para a internet, começou a contar histórias no apartamento onde morava, e depois, numa grande livraria do Centro do Recife.

Atualmente, Carol está no ar na televisão com a segunda temporada do Contarolando nas manhãs de sábado da Rede Globo Nordeste, tem os shows e ainda está com o projeto Conto de Casa, onde narra histórias em seu canal no YouTube através de um quartinho especial na sua própria residência. “Eu tô muito a fim de realmente fazer com que ele fique fixo, porque é um contato que eu tenho com o Brasil todo. Os fãs que estão fora pedem muito. Eu tenho que cuidar do meu canal porque foi com ele que tudo começou”, reforça ela, que segue uma trajetória de sucesso, vivendo sempre num final feliz.

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