Neymar em seleto grupo?

Por Marcos Leandro

Do inventor da “folha-seca” Didi a Ronaldo Fenômeno, passando por Garrincha, Romário e, claro, Pelé. Nos cinco títulos mundiais conquistados pela seleção brasileira, sempre houve um craque no escrete canarinho. Para a Copa do Mundo da Rússia, a expectativa recai sobre Neymar. Jogador brasileiro mais talentoso surgido nos últimos tempos - após a conquista da Libertadores de 2011 pelo Santos, ganhou fama internacional atuando pelo Barcelona ao lado de Messi e Suárez -, o atual jogador do Paris Saint- Germain é o camisa 10 da equipe comandada por Tite.

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O peso nas costas do atacante é proporcional ao seu valor de mercado: sua saída do futebol espanhol para o francês no ano passado custou R$ 824 milhões, valor recorde já pago em uma transferência de um jogador de futebol. E olhe que o Real Madrid parece disposto a quebrar a marca. A imprensa espanhola divulgou que os merengues estariam dispostos a pagar R$ 1 bilhão para tirá-lo de Paris e levá-lo para Madri. Além do desempenho em campo, o Real está de olho no que o brasileiro representa fora das quatro linhas. Ex-técnico de Neymar no PSG, o espanhol Unai Emery disse que ele não é apenas um jogador, mas uma estrela midiática, de rico potencial de marketing.

Aos 26 anos, Neymar tem a seu favor o fato de ser mais jovem do que seus dois principais concorrentes em escala mundial, Messi (30 anos) e Cristiano Ronaldo (33). Também é um ponto positivo o fato de o Brasil ter um time mais forte do que Argentina e Portugal. O Mundial de 2018 será o segundo do camisa 10 verde e amarelo. Quatro anos atrás, ele lesionou as costas nas quartas de final contra a Colômbia e não participou do humilhante 7x1 sofrido para a Alemanha na semifinal. Vale a pena lembrar que Neymar, sensação do Santos na época da Copa de 2010, na África do Sul, não foi convocado por Dunga.

“Neymar está preparado para ser o nosso melhor jogador na Copa. A grande dúvida é como ele vai chegar clinicamente. Ele vinha fazendo uma boa Copa em 2014, mais jovem, talvez mais imaturo, mas já era um bom jogador e se não fosse a lesão (contra a Colômbia) a história do 7x1 poderia ter sido diferente. Acho que ele está preparado, a questão é saber como ele vai estar também fisicamente apto para mostrar seu futebol”, argumentou Maciel Júnior, comentarista da Rádio Jornal.

Neymar passou três meses se recuperando de uma lesão no quinto metatarso do pé direito, problema que surgiu no clássico contra o Olympique de Marsella no dia 25 de fevereiro e que o tirou da reta final da temporada europeia, frustrando os planos do PSG, eliminado pelo Real Madrid nas oitavas de final da Champions League.

Na Era Tite, Neymar tem assumido o protagonismo, sendo o viceartilheiro no período com sete gols, mesma quantidade do volante Paulinho - o líder do ranking é Gabriel Jesus, com nove.

“Existe toda uma expectativa para que Neymar seja o grande destaque, mas o time de Tite está concentrado em trabalhar coletivamente. Isso é importante”, ressaltou André Luiz Cabral, comentarista da Rádio Jornal.