Charges contam a saga do penta

Por Diego Borges

No futebol, cada estrela bordada acima do escudo representa uma conquista. Entre as seleções - salvas algumas exceções - elas representam as taças levantadas em Copas do Mundo. E nenhuma outra ostenta o peso de cinco títulos além do Brasil. A cada vez em que a taça do mundo foi levantada, há um contexto, uma importância, uma geração. Algumas mais tranquilas, outras mais sofridas, mas todas vitoriosas. Ser campeão do mundo transcende as quatro linhas e reflete na sociedade, e o país já começa a sentir saudades dessa emoção.

Emoção que o Brasil demorou a conhecer. Desde a realização do primeiro Mundial, no Uruguai, em 1930, foram cinco edições em 28 anos de jejum, inclusive o fiasco em casa, em 1950, no episódio que ficou conhecido como ‘Maracanazzo’, quando a seleção foi derrotada pela Celeste. As sequenciais derrotas em jogos decisivos fizeram surgir até mesmo um mito popular de que o futebol brasileiro sofria de um ‘complexo de vira-latas’. Ele só acabaria com o surgimento de um salvador.

No frio da Suécia, os súditos do futebol foram apresentados ao Rei pela primeira vez. Com apenas 17 anos, Pelé já colocava o seu nome em destaque no esporte mais praticado do mundo, e iniciava o caminho para se tornar o maior jogador da história. Ao lado de craques como Zagallo, Vavá e Nilton Santos, a seleção brasileira deslanchou ao longo da Copa e encerrou o torneio goleando de maneira incontestável a temida França e os donos da casa, ambos por 5x2.


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