Acreditar transforma vidas

O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) comemora 10 anos de história, contribuindo para transformar a vida de jovens de comunidades com histórico de desigualdade social nas cidades de Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju. Braço do Grupo JCPM, o Instituto atende jovens com idades entre 16 e 24 anos, oferecendo cursos de educação para a cidadania, inserindo jovens no mercado de trabalho e estimulando o empreendedorismo social. Desde 2007, mais de 30 mil pessoas foram atendidas nas praças onde o Grupo JCPM atua no Nordeste e mais de 4 mil entraram no mundo do trabalho. Hoje são seis unidades do IJCPM funcionando dentro dos empreendimentos da holding. Conheça a trajetória do IJCPM ao longo de uma década e acompanhe as histórias de meninos e meninas que acreditaram nos seus sonhos e se transformaram em atores das próprias oportunidades.


Compromisso com a mudança


O presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, diz que acreditar e investir nos jovens é uma contribuição para o futuro do País. Nesta entrevista, ele faz um balanço dos 10 anos do Instituto JCPM de Compromisso Social (IJCPM), fala da relação com as comunidades do entorno dos empreendimentos da holding e destaca a necessidade de outros empresários investirem em compromisso social para ajudar a diminuir as desigualdades no Brasil.


O senhor costuma dizer que existe diferença entre responsabilidade social e compromisso social. Por que o IJCPM optou pelo compromisso social?

Na verdade, entendemos que responsabilidade social não é um desejo das pessoas, é uma obrigação, é o dever de todos. Já compromisso social é quando você assume o compromisso de servir e apoiar as pessoas no sentido mais amplo. Esse caminho pode ser em qualquer proporção, seja com capacitação, inserção ou mesmo doando alimento. E isso é decisão de cada um.

O Brasil tem hoje 6,6 milhões de jovens que não trabalham nem estudam (a chamada geração nem nem). A decisão de priorizar a atuação do IJCPM na faixa etária de 16 a 24 anos foi baseada nessa realidade?

Foi, sobretudo, por acreditarmos que os jovens são indutores da transformação na família e na comunidade. Eles são capazes de influenciar as outras pessoas do bairro, da escola e de casa. Além disso, os jovens representam o futuro do País. É através deles que acreditamos ver a mudança na trajetória do Brasil. E começamos a construir uma mudança na trajetória deles.

As seis unidades do IJCPM estão localizadas no entorno dos empreendimentos do Grupo JCPM no Nordeste. O que muda na relação com essas comunidades quando as empresas se relacionam com elas?

Praticamente todos os nossos empreendimentos estão localizados em comunidades onde o entorno é carente. Quando implantamos os shoppings, temos também como desejo ver e ajudar o desenvolvimento desse entorno. E o melhor caminho é inserir a comunidade nas oportunidades geradas com a nossa chegada. Isso muda completamente a forma de relacionamento. Não chegamos de costas para a comunidade, olhamos para ela compreendendo a difícil realidade socioeconômica em que estão inseridas e, com isso, ela também nos olha de forma diferente. É um exercício de parceria.

Que balanço o senhor faz dos 10 anos de atuação do IJCPM?

Me emociono e tenho muito orgulho quando encontro um jovem no shopping, e ele me diz que foi do Instituto e hoje está trabalhando no RioMar, por exemplo. Quando sei de muitas histórias de pessoas que evoluíram nos estudos, no mercado de trabalho, quando vejo os excelentes resultados no ENEM, a partir de nossa intervenção, tenho a clara sensação de que já valeu a pena. Acreditar e fazer acreditar transforma a vida das pessoas.

Quais são as perspectivas para o futuro?

Entendemos que o trabalho de formação de jovens está caminhando bem. Nesse campo, vamos aprofundar as discussões e formações nas áreas relacionadas à tecnologia. Essas são as demandas atuais da juventude. E queremos colocar na pauta da comunidade a defesa de seus interesses. Queremos estimular os debates de cidadania, que a comunidade olhe mais para seus problemas e acredite que, mobilizada e com conteúdo, pode resolver e reivindicar as melhorias.

Como o senhor avalia a cultura do compromisso social no Brasil? O País precisa avançar?

Ainda é um movimento a ser ampliado. Isso precisa mudar. Bom ou ruim, de direita ou de esquerda, o Governo brasileiro sozinho não vai conseguir resolver todas as demandas sociais existentes. É preciso haver mais iniciativas, sejam grandes ou pequenas. Somos, no geral, um povo solidário. Sempre me pergunto se no Brasil não existem cinco mil empresários que pudessem ter o olhar voltado para aquilo que o incomoda e pudesse contribuir para mudar a realidade.

 


Expediente

26 de novembro de 2017

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