Confiança. Esse é o requisito primordial para que uma empresa esteja preparada para se tornar um Great Place to Work. Quem ensina é Danielle Maciel Brandão, diretora do GPTW Pernambuco e Alagoas. Segundo ela, a estratégia para garantir a credibilidade do prêmio, em sua sétima edição no estado, é a total transparência e uma consistente metodologia para criar um ranking justo e acessível a todos. E o principal segredo é investir, sempre, no bem mais precioso: capital humano.


1] Como o GPTW consegue, em todos esses anos, garantir a credibilidade do prêmio? Qual a estratégia?

Danielle Maciel Brandão – A palavra que permeia todo o processo de uma empresa para se tornar um GPTW é a confiança. Existe uma missão de construir uma sociedade melhor, transformando cada organização em um Great Place to Work. É isso que nos move. A estratégia para garantir a credibilidade do prêmio é a total transparência e uma consistente metodologia como base para que haja um ranking justo e acessível para todos. Segundo o nosso Fundador, Robert Levering, “Qualquer empresa de qualquer tamanho e de qualquer lugar pode ser uma excelente empresa para trabalhar”.

2] Qual o significado para o mercado ser uma das empresas escolhidas pelo GPTW entre as melhores para se trabalhar?

Danielle Maciel Brandão – De acordo com o GPTW, cada companhia premiada investiu tempo, dinheiro e paciência na construção de um ambiente de trabalho estimulante. E não foi apenas por uma motivação social. É financeira, por um crescimento sustentável. Enquanto a economia brasileira patinou em 2015, com queda de cerca de 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto), as Melhores Empresas Para Trabalhar aumentaram o lucro e o faturamento em 14%. Para conquistar um resultado superior alcançado pelo mercado em geral, as Melhores Empresas contavam com pessoas preparadas e, o mais importante, dispostas a dar mais de si em tempos de dificuldade. Afinal, por que ser um Great Place to Work? Retono financeiro, menores taxas de rotatividade, visibilidade e reconhecimento e negócios mais sustentáveis. E se é melhor para os negócios, é melhor para as pessoas, é melhor para o mundo.

3] Qual a estratégia que as empresas devem adotar para participar e ter uma boa avaliação no GPTW?

Danielle Maciel Brandão – A estratégia principal para ter uma boa avaliação é investir em um recurso preciosíssimo: capital humano. Não se tem uma boa avaliação sem criar as condições para que as pessoas possam superar o que está estabelecido e inovar. Porque quem fala se a empresa é um GPTW ou não são os próprios colaboradores. Se a sua empresa não der atenção às pessoas de forma verdadeira, sem se concentrar apenas no trabalho do Departamento Pessoal, será muito difícil chegar lá. Nossa experiência diz que suas chances aumentam exponencialmente se você tiver uma gestão estratégica de Recursos Humanos focada nas pessoas.

4] Diante da crise econômica brasileira dos últimos anos, qual o valor do prêmio num momento em que as empresas costumam cortar ou reduzir benefícios? Às vezes, inclusive, pessoas?

Danielle Maciel Brandão – Em momentos de crise, a maioria das empresas foca seu olhar para os custos, processos e clientes, porém esses diferenciais competitivos já não são assim tão diferentes entre as empresas. Por isso, as empresas que têm um olhar focado em pessoas é que são premiadas, conseguem ter mais inovação e engajamento dos colaboradores em momentos difíceis. Isso ajuda a empresa a sair muito mais rápido de momentos de crise econômica. Sendo assim, as empresas que tem o selo do GPTW têm algo que vai muito além das outras. Não é o que elas fazem, mas como elas fazem que faz a diferença.

5] Diante desse cenário, o GPTW passa a ter um valor ainda maior?

Danielle Maciel Brandão – Sim. No momento em que a empresa entende que precisa despertar o pleno potencial das pessoas ela, sem dúvida, vai criando um diferencial no mercado. As pessoas não precisam mais de um emprego, elas precisam de um trabalho com sentido. Afinal, elas passam a maior parte do tempo de suas vidas na empresa, é preciso conectar suas atividades ao propósito de vida e ao propósito da organização. Os colaboradores passam a ter um engajamento e, consequentemente, uma produtividade maior.

6] Qual o estímulo que poderia ser dado às empresas que nunca participaram das edições do GPTW?

Danielle Maciel Brandão – Nos GPTWs temos vários estudos que comprovam que as empresas que estão na lista das melhores para se trabalhar recebem muito mais candidatos, ou seja, atraem talentos. Além disso, têm turnover significativamente menor. Outro ponto importante é que as empresas premiadas reduzem gastos com saúde (afastamentos e assistência médica). Essas empresas, por escutar mais seus colaboradores, possuem um ambiente que estimula a inovação e a criatividade, estabelecendo uma relação de maior colaboração entre as pessoas. E, claro, geram melhor atendimento aos clientes e maior qualidade dos produtos ou serviços oferecidos.

7] Quais são os grandes desafios das empresas na gestão de pessoas?

Danielle Maciel Brandão – O maior desafio é liderar para fazer diferença. Passamos muito tempo estudando fórmulas para padronização, quer seja de regras, de comportamentos, de layouts ou de processos. O conceito atual é ser o mais disruptivo possível para criar, inovar e compreender a diversidade. A riqueza de uma empresa que tem um foco para valorização de pessoas é olhar o todo sem perder os detalhes. A liderança tem um papel determinante na construção desse ambiente de confiança, trazendo credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem.

Expediente

27 de Outubro de 2017

Diretor Comercial

Vladimir Melo

Produção de Conteúdo

JC360

Edição

Fernando Carvalho

Textos

Roberta Soares

Front-end

Guilherme Castro / Moisés Falcão

Projeto Gráfico

Ira Oliveira

Imagens

Divulgação

Tratamento de imagens

Alexandre Lopes