Deixa a Criança Brincar

As atividades lúdicas são fundamentais para o desenvolvimento físico, mental e social das crianças

Mais que a qualquer tempo, hoje está comprovado que brincadeira é coisa séria. As atividades lúdicas são fundamentais para o desenvolvimento infantil. Favorecem o amadurecimento emocional, a oralidade, a criatividade, a capacidade de encontrar soluções e de se relacionar em grupo, habilidades que irão acompanhar o indivíduo por toda a vida.

Também é por meio do brincar, das experiências lúdicas, que a criança desenvolve a capacidade simbólica de representar o que aprende no universo dela, como, por exemplo, quando reproduz em uma boneca os cuidados que ela mesma recebe. “Essa representação é muito importante para estruturar o pensamento da criança, a linguagem, organizar as ideias e o pensamento. Também revela se o desenvolvimento, tanto cognitivo quanto afetivo, está ocorrendo a contento, de forma satisfatória. Por meio da brincadeira, a criança vai se apropriando de elementos da sua cultura, da sua sociedade. Então, é uma situação extremamente rica de aprendizado, além de muito prazerosa”, salienta a professora do Departamento de Fonoaudiologia e Programa de Pós-graduação em Saúde da Comunicação Humana da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Bianca Queiroga.

Especialista em linguagem infantil e fonoaudiologia educacional, ela ressalta que o brincar é de todos, com adequações a cada fase da vida. “Quando nós pensamos no lúdico, vamos compreender que até o adulto, a pessoa na fase da senescência, que é a do envelhecimento, deve ter acesso a atividades lúdicas, prazerosas, sob pena de serem adultos estressados, ansiosos, deprimidos. A atividade lúdica é muito importante para o desenvolvimento e para a própria existência humana, não há limite de idade para isso. Evidentemente que a brincadeira para o adulto não vai ser a mesma da criança, mas é importante que ele tenha um hobby, uma atividade que o permita esvaziar a mente das questões que afetam o seu dia a dia e lhe assegure prazer”, explica.

É por meio das atividades lúdicas que a criança pode experimentar, decidir e vivenciar diferentes formas de se chegar a um resultado. “Brincar é uma oportunidade da criança realizar uma escuta interna e ser quem realmente é. Questões fundamentais ao amadurecimento infantil – como ‘o que quero fazer’ e ‘como conseguirei fazer isso’ – são trabalhadas ao longo das brincadeiras livres. O desenvolvimento vai muito além do aspecto motor, ao fortalecer o psíquico”, avalia a consultora pedagógica do Novo Quintal, Gabriela Arcoverde.

O espaço, pensado para crianças de zero a 12 anos, estimula o brincar livre, um resgate do fazer e do brincar, sem a interferência de elementos muito elaborados e automáticos e sem a imposição do que e como deve ser feito. “Dessa forma, as crianças, em seus universos familiares e comunitários, poderão aprender consigo mesmas e umas com as outras”, diz.

Outro fato importante quando se fala em atividades lúdicas é proporcionar o contato com diversos ambientes e com a natureza. Isso estimula os sentidos – audição, olfato, paladar, tato e visão – além de permitir que a criança conheça o mundo, com suas diversas cores, sabores e texturas.

Brincadeira facilita a aprendizagem

Desde que nascem, as crianças brincam. Quando chegam na fase da Educação Infantil – compreendida de zero a cinco anos – é necessário que esse processo continue. “Esse é um período rico de desenvolvimento para a criança, que coincide com uma fase muito importante do desenvolvimento neurocognitivo, em função da plasticidade cerebral. Por isso, é importante que ela tenha acesso a bons estímulos, para aprender de maneira prazerosa para ela”, destaca a especialista em linguagem infantil e fonoaudiologia educacional, Bianca Queiroga.

Quando a escola inclui atividades lúdicas em sua metodologia, passa a oferecer uma perspectiva mais atrativa para a criança. “O lúdico está em diferentes atividades e desafios, despertando a curiosidade e ajudando no desenvolvimento das crianças. De acordo com a idade e as experiências adquiridas, a metodologia vai sendo adequada. Com as crianças do 1ª ano do Ensino Fundamental, por exemplo, são utilizados os jogos, que despertam a curiosidade, o raciocínio lógico e a competitividade”, conta a coordenadora da Educação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental do Colégio DOM, Fátima Lima.

É preciso identificar em todas as oportunidades de aprendizado, algo que dê prazer ou que seja relevante para a vida. Se assim não for, o aprendizado irá se tornar vazio e mecânico, será algo que não despertará o interesse da criança. Significa que, para tornar as aulas mais interessantes, antes do conteúdo é preciso haver muita brincadeira e descobertas.

Expediente

Diretoria

Laurindo Ferreira
Diretor de Redação do Jornal do Commercio

Maria Luiza Borges
Diretora de Conteúdos Digitais do SJCC

Beatriz Ivo
Diretora de Jornalismo da Rádio e TV Jornal

Vladimir Melo
Diretor Comercial

Conteúdo

Fernando Carvalho
Edição

Lidiane Dias
Reportagem

Produzido por:
JC360

JC Imagem

Arnaldo Carvalho
Editor Executivo

Heudes Regis
Editor Assistente

Luiz Pessoa
Fotógrafo

Guga Matos
Fotógrafo

Design

Bruno Falcone Stamford
Editor de Artes

Karla Tenório
Editora Assistente de Artes

Moisés Falcão
Coordenador de Design Digital

Maryna Moraes
Design

Bruno de Carvalho
Front-End

Ronaldo Câmara
Ilustrações