A educação e a competitividade global

Num cenário de interações sociais e tecnológicas, dominar outros idiomas é fundamental para alavancar a carreira

Uma recente pesquisa divulgada pela Catho, plataforma online de emprego, aponta que dominar o idioma inglês aumenta em 70% o salário de funcionários em cargo de gerência. Quando avaliados postos como os de analistas, especialistas e coordenadores, as remunerações são 40%, 33% e 53% maiores, respectivamente, do que aqueles que não sabem o idioma.

“A educação prepara as crianças e os jovens para a competitividade global. Dominar o idioma inglês é fundamental para atuar em multinacionais e entrar em universidades fora do país”, afirma o diretor executivo da ABA Global Education, Eduardo Carvalho.

Entretanto, um dado é preocupante. A EF Education First, especializada em intercâmbio e cursos no exterior, revela em sua última pesquisa, de 2017, que apenas 3% dos brasileiros são fluentes em inglês. Para progredir para a proficiência, a fluência é considerada em quatro habilidades: falar, compreender, escrever e ler.

“Os brasileiros estão muito aquém de mudar a percepção, de que é importante aprender o inglês fluente, é uma questão cultural. Isso prejudica o Brasil enormemente na competitividade. Por exemplo, as empresas desenvolvem um bom produto, mas não têm competência para vender para o mundo; temos palestrantes ótimos, mas que não falam inglês, ficando impedidos de compartilhar seu conhecimento com outros países”, avalia Eduardo Carvalho.

A competitividade global também exige domínio de outros idiomas. Num cenário em que aumenta a exigência por habilidades de alto nível, o inglês não é mais um diferencial no currículo. O conhecimento em outras línguas é um trampolim na competição por empregos de qualidade.

“Facilita o crescimento profissional e, definitivamente, o desenvolvimento integral. Em uma economia globalizada como a atual, isso está se tornando cada vez mais necessário e as próprias instituições internacionais promovem o multilinguismo que, associado ao multiculturalismo, aumenta a criatividade e a competitividade. Governos, empresas e universidades estão cada vez mais conscientes da necessidade de fortalecer essas características”, destaca o coordenador acadêmico do Instituto Cervantes do Recife, Mario Calderón Espadas.

Para o fotógrafo Matheus Britto, aprender um terceiro idioma foi essencial. De 2008 a 2010, quando morou na Europa, ele precisou desenvolver a habilidade de se comunicar em espanhol, uma vez que a maioria das pessoas com quem trabalhava era de origem latina. “Era também uma questão de sobrevivência, ou você falava o idioma ou não conseguiria atender necessidades básicas, como se locomover e se alimentar. Entretanto, estar imerso no universo deles permitiu aprender o acento da língua, os regionalismos de cada país, porque o espanhol do Chile é diferente do da Argentina, por exemplo”, conta.  

A escolha de qual será o terceiro ou quarto idioma deve estar relacionada ao campo de trabalho ou necessidades do profissional. No entanto, os especialistas afirmam que o melhor método de aprendizado é, de fato, a imersão. “Estar imerso num contexto de fala real ajuda a desenvolver grande habilidade oral, além das habilidades de compreensão mais facilmente”, diz Mario Calderón Espadas.

Na ABA Global School, que adota metodologia canadense, crianças a partir de um ano e meio estão inseridas no contexto multicultural e a comunicação com os professores é em inglês. Após os cinco anos, o conteúdo é apresentado em inglês e em português. “No 1º ano do Ensino Fundamental, as crianças estão alfabetizadas nas duas línguas. No 4º e 5º anos, o aluno já está fluente. Esse é o modelo da verdadeira escola bilíngue”, defende Eduardo Carvalho.

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