Título como alento e início da reconstrução

O acidente aéreo da Chapecoense, em 29 de novembro do ano passado, não foi o único da história do futebol mundial. Equipes como o italiano Torino, o poderoso Manchester United, da Inglaterra, além do The Strongest-BOL e do Alianza Lima-PER também sofreram com a perda repentina de jogadores e, principalmente, das vidas que estavam presentes nos voos. Todos eles trilharam o caminho da reconstrução. A Chape não demorou a voltar a dar alegria dentro de campo ao seu torcedor. A equipe do Oeste catarinense sagrou-se bicampeã Estadual, contra o Avaí, no primeiro semestre de 2017. Na Libertadores, foi eliminada por conta de um erro fora das quatro linhas. Na Série A do Brasileiro, após altos e baixos e algumas trocas no comando técnico, o time se acertou com Gilson Kleina e pode até conquistar uma vaga na próxima Libertadores caso vença o Coritiba na última rodada.

A conquista imediata de títulos foi apontada pelo consultor especialista em marketing e gestão esportiva, Amir Somoggi, como o primeiro passo para uma reconstrução estruturada. Para ele, o futebol exige imediatismo, o que acaba intensificando a necessidade por troféus mesmo após a tragédia. A Chape perdeu 19 jogadores no avião que caiu no Cerro El Gordo, nos arredores de Medellín, na Colômbia.

“Em uma situação de crise, o clube conseguiu se reconstruir sem muita ajuda de ninguém e me parece que foi muito bem sucedido. Conseguiu permanecer na Série A. Tem um time que não é tão competitivo quanto o time de antes do acidente, mas, mesmo assim, consegue ser competitivo. Isso é uma coisa bastante positiva”, analisa.

O The Strongest, assim como a Chapecoense, foi campeão no ano seguinte ao acidente, que vitimou 16 jogadores em 1969, quando o avião da equipe caiu na região de Viloco, a 100 quilômetros da capital La Paz. Conquistou o Campeonato da Liga de La Paz. Já o Manchester United foi vice da Premier League em 1959, um ano após o acidente que vitimou 23 pessoas, em Munique, na Alemanha. A aeronave caiu enquanto tentava decolar no aeroporto da cidade, por conta de uma forte tempestade de neve. A primeira taça veio apenas em 1963, na Copa da Inglaterra. O Torino terminou campeão nacional no mesmo ano do acidente, em 1949. O avião do clube chocou-se com o campanário da  Basílica de Superga, em Turim. Todos os 42 integrantes morreram na hora. Contudo, o título foi dado ao clube pela Confederação Italiana, com o consentimento das demais equipes. O time de Turim esteve 12 vezes na Segunda Divisão desde então. O Alianza Lima foi quem mais demorou a dar volta olímpica. A aeronave que transportava a equipe até Lima caiu no Oceano Pacífico em 1987 e o clube só voltou a ser campeão em 1997. Quarenta e duas pessoas faleceram.

Clubes que se reergueram após acidentes aéreos

A taça no primeiro semestre é a face positiva de uma temporada em que a Chapecoense viveu uma gangorra na segunda metade do ano. No mesmo período, despontou no Grupo 7 da Libertadores, com três vitórias em seis jogos. Entretanto, viu a classificação às oitavas ir pelo ralo após a perda de três pontos por conta da escalação irregular do zagueiro Luiz Otávio, na partida contra o Lanús-ARG, na 5ª rodada do Grupo 7.

Depois disso, quase nada parece ter dado certo para os catarinenses. Vágner Mancini foi demitido e Vinícius Eutrópio foi chamado para o seu lugar. O treinador ex-Santa Cruz comandou o time nos amistosos contra Barcelona e Roma, mas também não resistiu aos maus resultados. Emerson Cris assumiu o time de maneira interina, mas também pecou na irregularidade e acabou afastado para a chegada de Gilson Kleina.

A torcida do Verdão do Oeste só voltou a sorrir com entusiasmo na 35ª rodada da Primeira Divisão, quando bateu o Vitória por 2×1, na Arena Condá, e escapou matematicamente do descendo à Série B. Ano que vem o clube chegará ao seu quinto ano consecutivo na elite.

“Esse título é um grande exemplo e mostra como um bom trabalho acaba sendo coroado, inclusive, com um sucesso de certo modo rápido”, conclui Amir.

Um clube que se agigantou da noite para o dia

Vinícius Eutrópio foi uma peça importante na reconstrução da Chapecoense após o acidente do ano passado. Ex-Santa Cruz, o treinador voltou ao comando do time catarinense em julho deste ano. Havia passado por Chapecó em 2015, um ano após a estreia do clube na Série A. Chegou com a missão de colocar ordem na casa, bagunçada após a queda de Vágner Mancini. É um profundo conhecedor da história do Verdão do Oeste que, segundo o próprio, passou a pertencer ao mundo após a queda do avião em Medellín.

O técnico esteve à frente da Chape por pouco mais de dois meses. Foram 11 derrotas, quatro vitórias e dois empates. Acabou sendo demitido em setembro. Nos 17 jogos que fez, procurou trazer para o vestiário a memória das 71 pessoas mortas no acidente aéreo como forma de incentivar os jogadores antes de cada partida. Porém, ele garante, que o maior exemplo de superação estava no dia-a-dia, com a presença dos sobreviventes nas dependências da Arena Condá.

VINICIUS-EUTRÓPIO

“A superação está no dia-a-dia mesmo. Das próprias pessoas, sabe? Umas sobreviveram, outras não. Tem o Jackson Follmann, o Neto e Alan Ruschel. Esses atletas e outros, que não viajaram, mas que sentiram que poderiam estar no lugar daqueles. Isso torna uma coisa natural, essa valorização da vida, esse poder de superação. Os jogadores que foram para lá (jogar na Chapecoense em 2017) foram escolhidos e sabem que, querendo ou não, eles são privilegiados de estarem naquele momento para ajudar o clube a se reestruturar”, analisa.

JACKSON-FOLLMANN-NO-TREINO

Algumas diferenças foram encontradas por Vinícius Eutrópio nesta segunda passagem. Os objetivos dentro do campeonato, gestão do clube e o perfil do elenco estavam completamente mudados. Mas, a maior mudança, foi quanto ao patamar que a Chape passou a ocupar após o acidente aéreo. “Na primeira passagem, a Chapecoense era um clube que tinha o desafio de ocupar um espaço no cenário nacional. Tanto que o objetivo era permanecer cinco anos na Primeira Divisão. E nessa segunda passagem encontrei um clube que se agigantou da noite para o dia e com muitas mudanças, em todos os setores. Agora está passando por um processo natural de acomodação estrutural e de reconhecimento mundial”, pontua.

ELENCO-REUNIDO

Eutrópio comandou a Chape em alguns momentos importantes de 2017. Esteve à beira do gramado nos amistosos contra Barcelona e Roma, em agosto. Em seguida, foi até o Japão, aonde enfrentou o Urawa Reds na Copa Suruga. As partidas aconteceram simultaneamente ao Campeonato Brasileiro, por isso o elenco teve que ser dividido em dois. Questionado se os compromissos internacionais prejudicaram o clube na Série A, Eutrópio foi incisivo e negou qualquer empecilho.

JOGO-CONTRA-O-BARCELONA

“Era necessária serem feitas (as excursões). Eu tenho uma coisa de reunir com direção, de fazer planejamento, de fazer relatório… E dentro desses dois meses, tudo o que tinha que ser feito, foi feito: representar a Chapecoense no mundo, viajar bastante e tentar fazer a melhor logística possível”, explica.

A saída de Chapecó foi de maneira amigável. O comandante fez novos amigos e reencontrou outros. O sentimento que ele alimenta pelo clube e pela cidade é de carinho. E ainda reafirmou que está na torcida pela Chape.

“Independente de qualquer resultado, lá é um povo que trata bem todo mundo que está a serviço da Chapecoense. Então, o meu sentimento é de torcida e força”, conclui.

Os “pernambucanos” da reconstrução

Assim como Vinícius Eutrópio, outros “pernambucanos” vêm participando do processo de reconstrução da Chapecoense após o acidente do ano passado. Com a morte de 19 jogadores na queda do avião, diversos atletas desembarcaram em Chapecó para essa temporada. Incluindo sete jogadores que passaram há pouco tempo por Pernambuco. Todos com o objetivo de reerguer o Verdão do Oeste.

Reinaldo (lateral-esquerdo), Luiz Antônio (volante), Túlio de Melo (atacante), Apodi (lateral-direito), Arthur (atacante), Roberto (lateral-esquerdo) e Elicarlos (volante) formam a lista dos rostos conhecidos da torcida pernambucana e que hoje seguem a carreira no Sul do país. Esse montante fica ainda maior se considerados os técnicos da equipe esse ano. Além de Eutrópio, Vágner Mancini (ex-Náutico e Sport) também esteve no clube no início da temporada.

ROBERTO

Apodi, Elicarlos e Túlio de Melo estão na segunda passagem pela Chapecoense. Antes, todos haviam passado pela equipe em 2015. Conheciam boa parte dos 19 que faleceram. Inclusive, na sua apresentação, em fevereiro, o lateral fez um gesto como se estivesse lançando uma flecha, uma das várias comemorações feitas pelos amigos Ananias (ex-Sport) e Gil, vítimas do acidente em 2016.

APODI

“É um privilégio vestir essa camisa, me sinto tão feliz. É uma maneira de estar perto das pessoas que gosto e também se aproximar dos meus companheiros que se foram. Difícil vir aqui e não pensar nisso, não falar nisso. Eu joguei com a maioria dos jogadores que se foram, mas minha missão é ajudar na reconstrução”, disse Apodi.

O lateral Reinaldo viveu altos e baixos no Sport em 2013, por isso não deixou muita saudade na torcida rubro-negra. Assim como a Chapecoense em 2017. O clube catarinense viveu um looping na temporada, quando, por exemplo, foi campeã catarinense no início de maio e acabou eliminada no fim do mês da Libertadores. Mas, já na sua apresentação, o jogador falou que não seria fácil o ano de 2017.

“Esse vai ser um ano difícil, mas com a ajuda de todos nós vamos conquistar nossos objetivos”, analisou o lateral, ainda em fevereiro.

REINALDO

Um dos destaques do equipe catarinense é justamente Luiz Antônio. O volante foi titular durante boa parte da temporada. Reencontrou o bom futebol na carreira justamente em Chapecó. Com contrato até o final do ano, o carioca comemorou a chance de poder participar o processo de reconstrução do clube.

LUIZ-ANTÔNIO

“Ajudei a Chapecoense na reconstrução, ajudei o time a ser campeão do Catarinense, consegui ser escolhido como melhor volante. Fico feliz de ter feito um bom ano aqui”, analisa. “A Chapecoense está para conversar com meu empresário. Vamos esperar para ver o que acontece”, finalizou. O jogador está emprestado pelo Flamengo e o seu contrato na Gávea também acaba em dezembro.

Jogadores sobreviventes buscam recomeço

Recomeçar. Foi essa a tônica dos sobreviventes da queda do avião da Chapecoense no ano passado. Das seis pessoas que saíram com vida daquele avião da Lamia que caiu no Cerro El Gordo, próximo a cidade de Medellín, na Colômbia, na madrugada do dia 29 de novembro, três eram jogadores da Chape. O lateral-esquerdo Alan Ruschel, o zagueiro Neto e o goleiro Jackson Follmann, que teve parte da perna direita amputada e hoje é embaixador do clube nas expedições pelo mundo. São o simbolismo da valorização da vida.

Ruschel foi o primeiro a voltar aos gramados. E logo em grande estilo, contra o Barcelona, no Camp Nou, pelo torneio Joan Gamper. O placar de 5×0 a favor dos europeus pouco importava para a Chape e para todos que estavam presentes no simbólico estádio. A grande atração da partida não foi Lionel Messi ou Luis Suaréz. Ali, diante dos olhos de todos, voltava aos gramados alguém que escapou por pouco da morte. Assim como todos os outros cinco sobreviventes. O jogador teve diversos ferimentos após a queda do avião, incluindo uma grave lesão na coluna.

RUSCHEL-CONTRA-BARCELONA

“É um jogo único, histórico, não vou estar jogando só por mim, mas pelos meus irmãos que não estão mais aqui, pelo Follmann, pelo Neto, pela minha família e pelos amigos que oraram por mim”, disse o atleta antes do confronto. Foram sete partidas oficiais em 2017, sendo cinco como titular, totalizando 341 minutos jogados.

Anteriormente apenas lateral, Alan agora atua também no meio de campo da Chapecoense. Costuma cair pelas pontas e ser um dos armadores da equipe.

RUSCHEL-EM-JOGO

O zagueiro Neto só voltará aos gramados em 2018. Ele também teve uma lesão na coluna, atrelada a outra no joelho direito. Chegou a fazer trabalhos no campo da Arena Condá esse ano, mas precisou voltar para a fisioterapia para cuidar do joelho. Passou por uma cirurgia no local em outubro e ainda pode ter que se submeter a outro procedimento cirúrgico nas costas, no ano que vem.

NETO-TREINANDO

“Estou me sentindo muito melhor agora. Nos últimos três meses eu me sinto já com a força similar a aquela que eu tinha como atleta. Daqui pra frente a tendência é melhorar. Claro que o corpo não é mais o mesmo. Só de fazer tudo similar como eu fazia antes, caminhar, dirigir, comer, tomar banho, fazer tudo sozinho já é um grande passo na minha vida”, afirmou o defensor, em setembro, durante o lançamento do seu livro, “Posso crer no amanhã”, em Chapecó.

Se Alan Ruschel já voltou aos gramados e Neto ainda busca a sua recuperação, Jackson Follmann, impedido de jogar por conta da amputação, ficou encarregado de representar a Chapecoense pelo mundo. Porém, a paixão pelo esporte ainda permanece viva no goleiro. No dia 16 desse mês, o arqueiro fez treinos com bola na Arena Condá. Com direito a uniforme de jogo, chutes colocados dos preparadores e atividades específicas.

FOLLMANN-NO-VESTIÁRIO

“Por falar em alegria, hoje foi um dos dias mais felizes durante esses meses. No campo, fardado, me sentindo na ativa novamente e relembrando tudo o que fiz durante 13 anos. Que dia, que momento, que alegria”, escreveu o goleiro na sua conta oficial no Instagram.

Os três se aproximaram bastante após o acidente. Isso foi confessado pelo próprio Neto na semana passada. É um torcendo pela recuperação do outro. Do mesmo modo, o trio busca também motivar o atual elenco da Chapecoense. União entre presente e passado, em prol do clube de Chapecó.

Além de Neto, Follmann e Ruschel, mais três pessoas sobreviveram ao acidente: o jornalista Rafael Henzel, Ximena Suárez e Erwin Tumiri, ambos da tripulação.

Investigações ganham rumo

A investigação na Bolívia sobre o acidente aéreo com a Chapecoense, no ano passado, começou a encontrar indícios de quem são os possíveis responsáveis pela companhia aérea LaMia, que transportava o time. Segundo o jornal boliviano El Deber, áudios e provas analisadas pelos peritos apontam que os proprietários da empresa devem ser os venezuelanos Ricardo Alberto Albacete Vidal, ex-senador do país, e a filha dele, Loredana Albacete Di Bartolomé.

Em novembro, logo depois do acidente, o jornal O Estado de S Paulo revelou a origem da LaMia. Criada em 2010 sob incentivo do então presidente venezuelano Hugo Chávez, a empresa se transferiu cinco anos depois para a Bolívia, onde montou sociedade com o piloto Miguel Quiroga, condutor do avião da Chapecoense e uma das vítimas do acidente. Albacete continuou a controlar o negócio à distância, depois se mudou para a Espanha.

A companhia aérea é um dos réus no processo que as famílias das vítimas movem também contra a Chapecoense e a boliviana Biza, seguradora contratada no voo. O seguro para os familiares é de US$ 25 milhões, contudo, segundo os bolivianos, há uma cláusula no contrato que os exime do pagamento porque o acidente aconteceu por conta do condutor (no caso, o piloto). Mesmo assim, a empresa ofereceu US$ 200 mil a cada família, algo que não foi aceito pela maioria.

“Esse acordo é uma ofensa. Existe uma apólice de US$ 25 milhões. Eles querem fazer uma economia em cima do sofrimento das famílias, isso só aumenta o sofrimento. A Chapecoense está sendo processada porque fez um contrato com a LaMia e, por isso, tinha a responsabilidade de dar segurança para quem estava no voo. A companhia está sendo processada por motivo óbvios e a Biza tem que pagar o valor do seguro”, disse o advogado João Tancredo. Ele representa as famílias dos jornalistas Guilherme Marques (TV Globo), Edson Luiz Ebeliny (Rádio Super Condá, de Chapecó), Giovane Klein Victória (RBS TV), Renan Agnolin (Rádio Oeste Capital) e Laion Machado de Espíndola (GloboEsporte.com).

Os US$ 25 milhões são apenas uma parte do processo indenizatório. De acordo com o advogado, ainda deve ser feito o cálculo em cima da sobrevida, que é o salário que a vítima recebia, multiplicado pela sua expectativa de vida e os meses do ano (13, contando com o 13º salário). “A gente pede uma pensão pela sobrevida dos atletas. Guilherme Marques tinha 28 anos no acidente e mais 52 de sobrevida. Ele tinha um salário interessante, mas que não posso revelar. Então a família dele tem muito mais que US$ 200 mil dólares a receber”, concluiu.

De acordo com o El Deber, a investigação boliviana sobre o acidente ampliou em seis meses o trabalho de apuração do acidente. Apesar de tecnicamente já ter sido concluído que a causa da queda foi a falta de combustível, as autoridades encontravam dificuldades em determinar quem seriam os responsáveis pela empresa aérea contratada pela Chapecoense para fazer o transporte da equipe até Medellín, na Colômbia.

O jornal revelou no último domingo que áudios e trocas de mensagens sugerem que os donos da companhia são os venezuelanos. A publicação traz que o Instituto de Investigações Técnicas Científicas da Universidade Policial (Iicup, na sigla em espanhol) tem informações sobre conversas entre os possíveis proprietários e funcionários, principalmente a administradora da LaMia, Miriam Flores.

No fim de outubro, Ministério Público Federal (MPF) em Chapecó (SC) divulgou a conclusão do inquérito civil que investigou a tragédia. O despacho de 30 páginas questiona irregularidades de voos feitos pela LaMia anteriores ao acidente da Chapecoense. O mesmo documento aponta para uma informação também contida na reportagem do El Deber acerca dos donos. O inquérito documenta que o pagamento de uma das apólices de seguro do voo foi para à empresa Kite Air Corporation Limited, sediada em Hong Kong e em Caracas e que tem como dona justamente Loredana Albacete.

Expediente

26 de novembro de 2017

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