Personalidades

Vereador Leonardo Chaves já foi jogador e presidente do Central

Muitos caruaruenses talvez não saibam, mas antes de ingressar na vida pública, o vereador Leonardo Chaves, decano da Casa Jornalista José Carlos Florêncio, a sede do Legislativo municipal, onde atualmente exerce o 11º mandato, vestiu a camisa alvinegra. No início da década de 60, o parlamentar passou pelas divisões de base da Patativa, atuando como um ponta-direita veloz e goleador. Pela necessidade de trabalhar, Leonardo teve que abandonar os gramados, porém não perdeu o amor ao clube, tanto que retornou anos depois, já na virada do século, dessa vez para uma missão bem mais espinhosa. Agora na condição de presidente, ajudou a tirar o Central do fundo do poço, reestruturando o clube para as conquistas do novo milênio.

Leonardo Chaves assumiu a presidência do Central logo após o time ter sido rebaixado para a 2ª divisão do futebol estadual em 1998, durante a desastrosa passagem da gestão anterior. “Só aceitei o desafio porque disseram que se ninguém assumisse, o clube fecharia as portas”, recorda Leonardo ao relembrar a histórica reunião com os demais abnegados alvinegros em que aceitou ser conduzido à presidência Patativa. De fato problemas não faltavam ao cube alvinegro. Além de receber um time rebaixado, o novo presidente herdava 68 causas trabalhistas, sendo que 46 delas já estavam na Justiça; oito meses de salários atrasados (atletas, comissão técnica e funcionários); água cortada; o piso de jogo do estádio transformado num imenso ‘poeirão’ e o descrédito do nome do Central junto à torcida e toda a sociedade caruaruense.

Após começar a negociar e quitar as dívidas do clube, o primeiro desafio foi a formação de um time, uma missão cumprida com sucesso, tanto que logo no primeiro ano de mandato conquistou a série A2 estadual de 1999, retornando no ano seguinte à elite do futebol pernambucano. Em 2001 e 2002 conquistou respectivamente a Copa Pernambuco e a Copa Governador Jarbas Vasconcelos, o ‘Pernambuquinho’. “Com todas as dificuldades que tive, posso dizer que na minha época o Central não perdeu nenhum patrimônio”, orgulha-se o decano. Ao longo dos seus mandatos, que duraram até o começo de 2003, Leonardo Chaves conseguiu recuperar a imagem do Central, seja saldando os compromissos assumidos com fornecedores e profissionais do clube, como na revelação de novos talentos, a exemplo de nomes como João Neto, Clébson e Fernandinho.

Na condição de ex-boleiro, o ex-presidente atuava não apenas como uma espécie de olheiro indicando jogadores para o clube, mesmo que algumas vezes batendo de frente com alguns treinadores, sejam das equipes principais ou mesmo das divisões de base, como também fazia questão, sempre que possível, de acompanhar os treinos e os jogos do time. Uma atuação que teve o reconhecimento da própria Federação Pernambucana de Futebol, tanto que na Copa Pernambuco de 2001, a chamada ‘copinha’, o troféu teve o seu nome.

Depois de tudo o que passou à frente da Patativa e agora, no momento em que o Central chega aos cem anos, Leonardo Chaves carrega consigo a certeza de ter dado sua importante parcela de contribuição à história do clube. “Se hoje o Central comemora o centenário de fundação, sei que fiz minha parte, pois se naquela época não tivesse aceitado o desafio de assumir a presidência, certamente o clube teria fechado as portas”, avalia.

Partida entre Central e Flamengo marcou gestão de Ronaldo Lima

Um vice que tornou-se presidente e fez com que o Central recuperasse no cenário nacional a imagem perdida no início dos anos 90, e o que foi mais importante, resgatasse a autoestima do seu torcedor. Assim podemos resumir o que foi a passagem do empresário Ronaldo Lima pela presidência do alvinegro caruaruense. Afinal de contas, desde a histórica campanha no Campeonato Brasileiro de 1986, relembrada até hoje na épica vitória de 2×1 sobre o Flamengo/RJ, jamais equipes de ponta do futebol brasileiro, principalmente do eixo Rio de Janeiro e São Paulo, haviam encarado a Patativa do Agreste dentro dos seus domínios.

Após ter exercido a vice-presidência do clube no biênio 2004/2005, durante a gestão do ex-presidente Cícero Moreira, Ronaldo Lima assumiu o mais alto posto da Patativa em 2006, sendo reeleito por aclamação para o biênio 2008/2009. Em sua passagem pelo clube, o empresário conseguiu resultados expressivos. No ano de 2005, o Central disputava a série A2 estadual, conseguindo a vaga e o acesso de volta à elite estadual em 2006, após a conquista do vice-campeonato da competição, pois, à época, o campeão e o vice da segundona estadual carimbavam o retorno à série A1. Em 2006 colocou o time na série C nacional e em 2007 alcançou o primeiro vice-campeonato pernambucano de sua história. Uma conquista que pôs fim à gozação dos torcedores do Porto, maior rival da Patativa, que até então tinha sido o único time do interior a conseguir o vice-campeonato estadual, nos anos de 1997 e 1998.

Ronaldo Lima sendo carregado por torcedores do Central.

As participações do Central na Copa do Brasil são um capítulo a parte das gestões do ex-presidente Ronaldo Lima à frente do time Patativa. A primeira aconteceu em 2008, quando eliminou o Remo/PA na primeira fase, após vencer em Belém por 2×0, depois de um empate sem gols, na partida de ida, no Lacerdão. Na fase seguinte a Patativa não conseguiu fazer frente ao poderoso Palmeiras/SP e no dia 02 de abril de 2008 foi eliminado da competição ao ser goleado no Lacerdão pelo placar de 5×1. Já no ano seguinte, o Central repetiu a dose, classificando-se à segunda fase da competição. Dessa vez a vítima da primeira fase foi o Ceará/CE. No jogo de ida, assim como no ano anterior, mais um empate sem gols no Lacerdão. Na partida de volta a Patativa arrancou um empate por 1×1 diante do time alencarino no Estádio Castelão. Na fase seguinte, no dia 15 de abril de 2009, o alvinegro acabou eliminado da competição ao perder por 2×0 para o Vasco da Gama/RJ no Estádio Lacerdão.

Foi ao longo da gestão do ex-presidente Ronaldo Lima que o Central protagonizou uma vitória histórica. Na noite de 25 de janeiro de 2006, numa quarta-feira, a Patativa encarou o Sport na Ilha do Retiro, em partida válida pela 6ª rodada da Taça Tabocas e Guararapes, como era denominado o 1º turno do Campeonato Pernambucano. O rubro-negro, que liderava a competição com 13 pontos, vinha de um empate em 1×1 diante do Náutico no Estádio dos Aflitos, no ‘clássico dos clássicos’. Já o alvinegro estava desacreditado, tendo somado apenas dois pontos em toda a competição, pois nos cinco jogos anteriores havia tido três derrotas e apenas dois empates. Mesmo assim, numa jornada épica, a Patativa disparou uma sonora goleada por 4×1 diante do Leão, numa noite jamais esquecida pelos torcedores alvinegros da Capital do Agreste.

Ex-zagueiro Timbó não dava moleza aos atacantes adversários

Dono de um futebol viril e de um bom porte físico, distribuído por 1,82 m de altura, o quarto-zagueiro Timbó ainda hoje é lembrado pelos torcedores que acompanharam o Central na década de 80. Conhecido pelos torcedores das equipes onde atuou, principalmente em Alagoas, seu estado natal, não dava moleza aos atacantes adversários, evitando assim os lances de perigo na área alvinegra.

O apelido foi herdado do jogador carioca Jorge Timbó, revelado pelo Bonsucesso/RJ e que atuou no time profissional do CSA/AL, equipe onde iniciou sua carreira como jogador de futebol, ainda nas divisões de base. “Eu tinha habilidade e sabia jogar, por isso ainda hoje sou conhecido e respeitado nos times por onde passei”, recorda o ex-atleta que escreveu o nome na centenária história do clube caruaruense.

No alviazulino alagoano, Timbó iniciou a carreira atuando como ponta-esquerda, mas logo passou à condição de lateral-esquerdo, assumindo depois o posto de quarto-zagueiro, posição que abraçou até pendurar as chuteiras no final da carreira, há quase 24 anos. Depois do CSA/AL, Timbó defendeu ainda o Campinense/PB, Espinho de Portugal, onde atuou na 1ª divisão de 1987, Cruzeiro de Arapiraca/AL, Ipanema/AL, Capelense/AL, Linense/AL, Dínamo/AL e até mesmo o Porto/PE, arqui-rival da Patativa. Apesar da rápida passagem pelo futebol lusitano, Timbó assegura ter vivido os melhores momentos em Caruaru, vestindo as cores do Central, time pelo qual teve duas passagens, citando com saudade o ano de 1982, quando jogou ao lado de nomes como Jorge Luiz, Zé Carlos Macaé, Alex, Alfredo Santos, Luciano Maravilha, Jorge Campos e Guiga, num time comandado pelo saudoso treinador Valdemar Carabina.

Timbó no elenco do central de 1983.

Uma das frustrações do ex-zagueiro foi não ter atuado na histórica partida contra o Flamengo/RJ, no Campeonato Brasileiro de 1986. “Infelizmente tive de cumprir a suspensão automática por ter tomado o terceiro cartão amarelo na partida anterior”, lamenta. Naquela partida Timbó foi substituído por Vilmar. Mesmo assim, o ex-zagueiro vibrou com a vitória dos companheiros. “Por mais poderoso que fosse o Flamengo/RJ naquela época, era o jogo das nossas vidas e se eu estivesse em campo, a vitória viria do mesmo jeito”, assegura o ex-xerifão da zaga Patativa. Uma previsão que ganha o aval dos torcedores caruaruenses que o acompanharam nas duas passagens pelo Central e quase ao término da carreira, defendendo as cores do Porto.

Depois da passagem por várias equipes e tantas histórias no futebol para contar, o ex-zagueiro considera mais do que justa qualquer homenagem que venha a ser feita pela passagem do centenário da Patativa do Agreste. Afinal de contas, não podia ser diferente, por tudo que o clube fez ao longo da sua vida profissional. “Posso dizer que praticamente tudo o que escrevi na minha vida em relação ao futebol devo não apenas ao Central, mas a Caruaru, uma cidade que me acolheu da melhor maneira”, revela. Prova disso é o reconhecimento que tem dos torcedores ao sair às ruas. “Muitos falam comigo e ainda dizem para calçar as chuteiras e ir jogar”, agradece o ex-atleta, que mesmo aos 61 anos, ainda apresenta uma boa forma física, assegurando que ainda entende do riscado, caso tenha de ocupar a zaga Patativa nas quatro linhas do gramado.

Gordo da Soparia reúne acervo de fotografias do Central no estabelecimento

No final da década de 70, época em que atuava promovendo shows de artistas populares em Caruaru e todo o Agreste, o empresário Cláudio Samoel de Carvalho, 60, mais conhecido por ‘Gordo Promoções’, passou a se interessar pelas fotos relacionadas com o Central, uma de suas paixões. Com o passar dos anos, até mesmo por uma questão de sobrevivência, a mudança de ramo de atuação foi inevitável. A promoção de eventos saiu de cena, sendo substituída pelo ramo de restaurante. Mas para a sorte dos torcedores alvinegros, só não saiu de cena sua paixão pela Patativa do Agreste. A coleção de fotos aumentou e transformou-se num rico e importante acervo. Parte dele pode ser conferido pela clientela, principalmente os torcedores do Central, presenças constantes no seu estabelecimento, há 15 anos funcionando na Av. Dom Bosco, no bairro Maurício de Nassau.

Atualmente o acervo de Gordo conta com mais de cem fotos, muitas delas nas cores preto e branco, o que não tem nenhum problema, até mesmo por ser a predominante no estabelecimento. O problema maior é encontrar espaço para colocar mais fotos, já que a coleção cresce a cada dia. “O pessoal chegava dizendo que tinha algumas relíquias do Central e eu comprava. Mas com o passar dos anos, muitos torcedores sabendo da minha paixão pelo clube passaram a me presentear com fotos de todos os tempos, fazendo com que o acervo crescesse”, revela o comerciante, que se emociona ao fazer a limpeza das fotos, relembrando uma época em que a Patativa encarava em pé de igualdade as equipes da capital.

A maior parte do acervo é composta com as fotos dos atletas alvinegros de todas as décadas, na tradicional formação em pé e agachados, naquela pose comum que qualquer torcedor que frequenta um estádio de futebol costuma ver antes do início de cada partida, quando do registro das formações de cada time aos fotógrafos dos órgãos de imprensa. Contudo as mais antigas mostram todos os jogadores em pé e perfilados, alguns ainda fazendo uso de toucas. Interessante é poder ver que cada foto retrata com fidelidade os costumes de uma época, seja no estilo dos uniformes e até mesmo no visual, através dos cortes de cabelo e dos bigodes.

Gordo da Soparia com um torcedor do central.

O visitante pode conhecer também, pelo menos através das fotografias, alguns dos principais jogadores que vestiram a camisa alvinegra ao longo dos cem anos de história, pois muitas das fotos contam com as escalações dos times. Pena que tal informação não conste na foto mais antiga, que retrata uma formação do Central de 1920, ou seja, no ano seguinte à fundação do clube. “Até hoje ninguém reconheceu nenhum desses jogadores”, explica o comerciante. É possível encontrar também recortes de publicações em jornais e revistas, das matérias nas quais os órgãos de imprensa divulgaram o estabelecimento, além de escudos do time e uma estátua de pedra representando Vadinho, considerado o maior jogador da história da Patativa do Agreste.

Até mesmo para os alvinegros mais novos, que conhecem o Central dos últimos anos, o espaço acaba sendo uma oportunidade também para que possam conhecer o estádio antes da reforma e aspecto atual, ainda na época do antigo ‘PV’ (Estádio Pedro Victor de Albuquerque). Um belo quadro, em foto preto e branco, traz a praça alvinegra lotada, com torcedores ocupando saindo pelo ladrão, justamente no dia de uma das partidas consideradas épicas pelos ‘centralistas’ saudosistas, tirada na década de 60, no dia em que o Central, com dois gols do craque Vadinho, arrancou um empate diante do poderoso Náutico, um dos melhores times do Brasil da época. Que o acervo possa crescer e o visitante ser brindado com novas fotos, quem sabe, de um Central vencedor.

Vocalista do Afinasamba, Evinho herdou paixão pelo Central do pai

A paixão de Evinho pelo Central começou quando tinha apenas cinco anos e ainda criança acompanhava o pai, junto com o irmão mais velho, Raniere de Lima, hoje com 36, aos jogos da Patativa no Estádio Lacerdão. Como todo bom centralino, a partir daí, acompanhar os jogos do Central passou a ser uma obrigação. Logo vieram as viagens, seja para Recife ou outras cidades, de Pernambuco ou mesmo fora do Estado, como Mossoró/RN, João Pessoa/PB, Campina Grande/PB, Maceió/AL e Arapiraca/AL. Uma rotina comum até completar os 15 anos e abraçar a carreira artística, com a criação do grupo de samba. “Infelizmente alguns jogos do Central, principalmente nos finais de semana, coincidiam com a agenda de shows, aí restava apenas torcer à distância”, explica o sambista.

Até mesmo por fazer parte da geração mais nova de centralinos, Evinho cita como melhores times as formações mais recentes da Patativa, tanto que guarda um carinho todo especial pela equipe que conquistou o vice-campeonato do ano passado. “Pela mobilização que a cidade teve, pela chegada dos jogadores no estádio, pelo clima das arquibancadas, considero a primeira partida da decisão do estadual de 2018, aqui em Caruaru, como meu jogo inesquecível”, revela. Mesmo assim, até mesmo pelos relatos repassados pelo próprio pai e por torcedores mais velhos que vivenciaram outras fases do clube, Evinho respeita todas as conquistas acumuladas pela Patativa ao longo dos seus cem anos de história.

Evinho e seu pai.

Na condição de cantor, sempre que pode Evinho coloca o seu grupo de samba à disposição da diretoria alvinegra. Seria como unir o útil ao agradável, ou seja, exercer a profissão que gosta, com o objetivo de ajudar o time do coração. Não por acaso, uma sintonia que espera um dia chegar ao clímax, quem sabe, através da realização de um velho sonho: gravar um trabalho em homenagem ao Central. Até lá, é aguardar que o filho caçula complete três anos e siga os passos do mais velho, Kawã Cavalcante Lima, 13, sendo mascote do Central e engrossando a torcida alvinegra. “O Central tem uma torcida adormecida que um dia vai acordar e se mostrar não apenas a Pernambuco, mas a todo Brasil”, aposta.

Primeiro setorista do Central, radialista Jota Nunes é locutor oficial da Patativa

Aos 61 anos de idade, o publicitário, radialista e ex-bancário José Nunes de Farias, o Jota Nunes, como é mais conhecido em Caruaru, tem sua vida diretamente ligada ao Central. Um time que passou a amar ainda criança, nas brincadeiras de infância, principalmente as partidas de futebol com fichas de garrafa. “Eu narrava as partidas e jogava ao mesmo tempo. O bom era que o Central não perdia de ninguém”, recorda. Paixão que se acentuou por acompanhar o pai nas partidas do alvinegro no então Estádio Pedro Víctor de Albuquerque. Mas foi na vida profissional após o ingresso no rádio, ainda no começo dos anos 70, que sua relação com a Patativa do Agreste aumentou.

Tudo começou quando o publicitário Aguinaldo Trajano, então diretor da equipe de esportes da Rádio Cultura do Nordeste, o convidou para trabalhar como operador. Não demorou e logo Jota Nunes aproveitou a chance e passou a acompanhar o Central, sendo o primeiro setorista a cobrir o alvinegro na história do clube. “Eu praticamente não ia aos treinos, mesmo com o estádio localizado não tão longe da emissora, porém tinha as minhas estratégias para oferecer ao ouvinte um noticiário completo sobre tudo o que ocorria no clube”, assegura o radialista.

Por conta da dificuldade para a transmissão das partidas do Central fora de Caruaru, apenas quando a companhia telefônica confirmava a liberação de uma linha, é que o radialista caía em campo para divulgar a transmissão do jogo e correr atrás dos anunciantes. O radialista recorda bem um momento especial e que marcou sua carreira como setorista da Patativa, ocorrido em 19 de outubro de 1980, quando o Central derrotou a seleção da Nigéria por 3×1, no amistoso internacional que marcou a reabertura do Estádio Pedro Víctor de Albuquerque após a reforma. “Eles passaram a semana em Caruaru e como eu arranhava o inglês, arrisquei fazer algumas entrevistas com atletas e membros da comissão técnica da seleção africana. Apenas pedi para que falassem baixinho e devagar, pois a tradução era feita na hora para os ouvintes”, recorda.

Por se relacionar bem com todos os presidentes que passaram pelo clube, nos anos 80 e início dos anos 90, na febre dos bingos que tomou conta dos principais times do Estado, Jota Nunes acabou convidado para ser o locutor oficial dos históricos bingos que ocorreram no ‘PV’. Anos depois, durante a gestão do então presidente João Tavares, Jota Nunes teve outra ideia, logo aceita pela diretoria Patativa, que foi a implantação do sistema sonoro do Estádio Lacerdão, pois até então o incomodava ver que o serviço, então ofertado pelas equipes da capital, ainda não havia sido disponibilizado em Caruaru.

Para se informar melhor sobre o funcionamento do serviço, Jota Nunes foi acompanhar os jogos do chamado ‘trio de ferro’ na capital pernambucana, Náutico, Santa Cruz e Sport, indo até mesmo ao Rio de Janeiro, para acompanhar como o mesmo sistema era oferecido no maior estádio do Brasil. Desde então, é dele a voz que entoa o famoso ‘Avante Patativa’ pelo sistema de som do Estádio Lacerdão a cada partida do Central. “Seja um jogo grande ou pequeno, com muito público ou pouco, o entusiasmo é sempre o mesmo”, garante. Um grito que acorda a torcida nas arquibancadas e motiva ainda mais os atletas dentro de campo rumo à conquista de mais uma vitória do alvinegro caruaruense.

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